Apologética Católica

A Igreja Catolica é Universal ou Romana?


Por que a Igreja Católica é chamada de Romana?

A Igreja católica não é uma instituição Italiana. Não está em solo Italiano, Alemão, Brasileiro, apenas… Ao contrário, ela é UNIVERSAL. Isso é o significado da Palavra Católica, que tem origem no Grego: Katholikos. Igreja-Catolica-Igreja-de-RomaE o que queremos dizer com o termo Universal? Simplesmente; aquilo que é universal é pertinente a todos. Não é para gregos ou judeus apenas; apenas homens ou apenas mulheres, branco ou preto; rico ou pobre. Mas a todo o universo de pessoas as quais à ela quiserem unir-se, e sob sua guia, seguirem a Cristo Jesus.

É preciso, portanto, conhecermos um pouquinho mais de história para aprendermos porque foi adicionado o adjetivo ROMANA ao seu nome.

Conto-lhes em brevidade:

Havia UMA Igreja Apostólica que surgiu no ano 33 dC. Havia um Pastor Chefe: O Apóstolo Pedro. A Igreja cresceu, primeiro na Terra Santa, depois espalhou-se pelo IMPÉRIO ROMANO. O Império Romano, por sua vez, era dividido em QUATRO tetrarquias.

A capital mais importante e influente da Tetrarquia do Império chamava-se ROMA. Havia, contudo, uma capital chamada CONSTANTINOPLA. Segunda mais importante dentro do Império.

O Império Romano sucumbiu e as Tetrarquias separam-se. Já não eram parte do mesmo império. A Igreja em Roma, irmã da Igreja em Constantinopla, era idêntica em questões de doutrina e quase idêntica em importância hierárquica à de Constantinopla. Eram a MESMA Igreja em duas cidades diferentes, dentro do mesmo império. Com a queda das Tetrarquias, já não estavam mais sob a mesma jurisdição. Uma não era subordinada à outra e, embora, acreditassem no mesmo credo; passaram a ser autônomas. Para diferenciar uma da outra, a que estava em Roma, chamavam-na da Igreja Católica de Roma.

A que ficou fora de Roma, é a Igreja Católica do Oriente; da qual mais tarde surgiram as Igrejas Ortodoxas. A igreja Católica do oriente é reconhecida até hoje pela Igreja católica de Roma como também Apostólica e parte da comunhão com o Vigário de Cristo, o Papa! Do mesmo modo, a ortodoxa é nossa irmã, ambas Apostólicas. Os bispos ortodoxos são legitimamente ordenados por sucessão apostólica, tal e qual aos bispos Católicos.

Contudo, há uma diferença IMPORTANTE: Pedro, a quem o ofício de Bispo Chefe foi entregue por Cristo, era bispo em ROMA, morreu lá, crucificado de cabeça para baixo – a seu pedido, pois não queria ser crucificado como Cristo, pois dizia-se indigno de tal coisa – e os bispos que o Sucederam são legitimamente Petrinos.

A Igreja em Constantinopla não quis submeter-se à autoridade de Roma, mas não se desviou dela em questões doutrinárias. O resultado disso é que ela mesma dividiu-se em muitas outras igrejas, e acabou originando as ramificações ortodoxos hoje viventes em muitos dos países do oriente.

A Católica Romana, por sua vez, continuou UNA e expandiu ao mundo. Existe em toda parte do Globo. É a maior, a única a Verdadeira Igreja de Cristo, porque Pedro, a quem o próprio Cristo ordenou o apascentar Suas ovelhas, nela permaneceu até a Morte. Onde estiver o bispo, que lá deixe o povo estar, assim como onde Jesus houver de estar, aí está a Igreja Católica.” Santo Inácio, Bispo de Antioquia e Discípulo do Apóstolo João (c. 110 dC).

Amém.

7 respostas »

  1. Bom dia gostei muito do seu artigo, mas poderia aprofundar um pouco mais e explicar , comentar sobre as Católicas Orientais. Não são Romanas, mas em comunhão com Roma, no seu artigo fica a impressão que o Oriente todo é Ortodoxo, mas tem as Orientais em comunhão.
    Seria muito bom explicar isto pois a maioria hoje desconhece esta riqueza da Igreja, um só coração (Pedro) dois pulmões (ocidental e oriental).

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  2. Olá,
    Está escrito “A que ficou fora de Roma, é a Igreja Católica do Ocidente da qual surgiram depois as ortodoxas”. Não seria oriente?

    Uma dúvida … quando as tetrarquias se separaram, isto ocorreu antes ou depois da declaração do Credo no Concílio de Nicéia, 325dc se me lembro?
    É que no Credo está “creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”. O epíteto “romana” não faz parte do Credo até por motivos evidentes. Por sua vez, sabemos que os protestantes gostam muito de incluir o “romana” para dar a impressão que ela é apenas mais uma “igreja” entre muitas e até fazer uma associação maliciosa com o império romano e Constantino.
    Mas, se é universal, e o Credo assim o afirma, o “romana” deveria ser irrelevante e mesmo inapropriado. Quem o usa me dá a impressão de estar tentando reduzir a Igreja a algo localizado para salientar a relevância de alguma outra “igreja”, seja ortodoxa ou alguma maluca protestante.

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    • Olá Lavio,

      Tive que dar uma pesquisada pra responder sua pergunta.
      Pelo que li a divisão do império não aconteceu de uma só vez; do mesmo modo não foi da noite pro dia que as tetrarquias se extinguiram.

      A divisão definitiva do império foi em 495 sob Rómulo Augustos. Mas a criação do sistema de tetrarquias levou quase 2 séculos para se tornar realidade, e durante toda sua existência houveram momentos em que fora mais ou menos bem-sucedido. Dependia do imperedor vigente…
      Não conheço muito do assunto. Devo admitir. Estou aberta a ser corrigida.

      Pax Domini
      H.

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    • Lávio

      O começo da problemática entre orientais e ocidentais teve origem politica… isso é: Constantino mudou a capital de Roma para Constantinopla… O que ocorreu foi que o intendimento dos padres orientais, em relação a primazia da Igreja, se consolidou com a politica de Constantino – que chamou a Capital do Império de Constantinopla, a Nova Roma. Ou seja, se a capital mudou-se, assim importava que a primazia patriarcal também deveria mudar – com o apoio do imperador… E logo mais tarde, no concílio de Calcedonia, os padres orientais entenderam que – segundo o concílio – que havia uma hierarquia entre os patriarcados> pentarquia … enfim, a partir daí os padres orientais não aceitavam com afabilidade os decretos da Igreja de Roma. Contudo, o cisma teve origem no sec VIII – onde houve uma ruptura no sec.XI – e o fim dos diálogos no sec. XIII Com a invasão dos cruzados em Constantinopla.

      Paz e graça

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