Apologética Católica

Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível»


Nas dificuldades e nas tribulações, na fraquesa e na incerteza, e principalmente diante a maldade do mundo, nós, imperfeitos que somos, apressama-nos a duvidar, a temer e por vezes, perdemos a confiança na onipetência e bondade divina. Não o fazemos por malícia ou por afronta à vontade de Deus, a quem apraziu que confíássemos Nele, mas quem também nos concedeu o livre-arbítrio, o direito de escolha, escolha at\e mesmo de duvidar da bondade divina… Justamente por escolha própria, movidos talvez pela imperfeição e fraqueza da própria carne, embora o espírito certamente assim não o queira, sofremos todos desse mal. Uns mais outros menos. Todos os santos traçaram essa trajetória, sendo bem-sucessidos somente aqueles que lograram fixar o olhar Naquele que nos salvou.

Refiro-me ao tema da confiança em Deus e na bondade divina. Tema esse que há muito me aflige e que desde sempre suscitta questionamento e dúvidas ao cristão. Tendo fraquejado constantemente, possivelment tal e qual o leitor deste texto, não rara as vezes acabo por magnificar meu próprio sofrimento não por saber confiar plenamente. Contudo, não precisamos seguir assim.

Nossa fé cristã professa a Onipotência Divina; Deus, Todo Poderoso, quem a tudo criou e tudo governa, é capaz, portanto, de manifestar Sua vontade em tudo o que lhe aprazir. Se for da vontade de Deus, não há nada impossível. Essa certeza, por vezes, desvanece ofuscada pela nossa insegurança, e pela aperente contradição da presença do mal no mundo, por nossas tristezas e decepções…  Se Deus é bom, por que permitiu que me acontecesse isso, ou aquilo?

Tomemos coragem, entretanto, pois o Catecismo da Igreja nos ensina que “A omnipotência divina não é, de modo algum, arbitrária: «Em Deus, o poder e a essência, a vontade e a inteligência, a sabedoria e a justiça, são uma só e a mesma coisa, de modo que nada pode estar no poder divino que não possa estar na justa vontade de Deus ou na sua sábia inteligência» (São Tomás De Aquino, Summa theologiae 1, q. 25, a. 5, ad 1: Ed Leon. 4, 297.).  Certamente, lembrava-se disso a Sta Teresa de Lissieux, quando afirmou que “Tudo que Deus permite em nossas vidas é para a nossa salvação”. Sendo Deus onipotente, porque Deus pode tudo, de tudo Se compadece  (Sb 11, 23).

E quando cairmos na tentação de duvidar da bondade divina, a ponto de perder a confiança, o cristão deve se ater à verdade mais uma vez ensinada pela igreja em seu catecismo:

272. […] Por vezes, Deus pode parecer ausente e incapaz de impedir o mal. Ora, Deus Pai revelou a sua omnipotência do modo mais misterioso, na humilhação voluntária e na ressurreição de seu Filho, pelas quais venceu o mal. Por isso, Cristo crucificado é «força de Deus e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens» (1 Cor 1, 25). Foi na ressurreição e na exaltação de Cristo que o Pai «exerceu a eficácia da [sua] poderosa força» e mostrou a «incomensurável grandeza que representa o seu poder para nós, os crentes» (Ef 1, 19-22).

  1. Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da omnipotência de Deus. Esta fé gloria-se nas suas fraquezas, para atrair a si o poder de Cristo (97). Desta fé é modelo supremo a Virgem Maria, pois acreditou que «a Deus nada é impossível» (Lc 1, 37) e pôde proclamar a grandeza do Senhor: «O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas; ‘Santo’ –  é o seu nome» (Lc 1, 49).

«Portanto, nada é mais próprio para firmar a nossa fé e a nossa esperança do que a convicção, profundamente arraigada nas nossas almas, de que nada é impossível a Deus. Tudo o que [o Credo] seguidamente nos propõe para crer, as coisas maiores, as mais incompreensíveis, bem como as mais sublimes e mais acima das leis ordinárias da Natureza, basta que a nossa razão tenha a ideia da omnipotência divina para as admitir facilmente e sem hesitação alguma» (98).
Deste modo, que Deus nos ouça em oração quando a Ele nos dirigirmos para pedir  que nossos olhos não sejam vendados pela incerteza. Para Ele, que é um Deus bom e poderoso, tudo é possível. Não tenhamos medo quando um pedido nos for negado, uma dificuldade, aparentemente, não for vencida. Deus é benevolente, mesmo porque ” Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. No entanto, ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males da natureza – que aparecem como ligados aos limites próprios das criaturas–, e sobretudo à questão do mal moral. Donde vem o mal? «Quaerebam unde malum et non erat exitus  Procurava a origem do mal e não encontrava solução», diz Santo Agostinho (Santo Agostinho, Confissões 7, 7. 11: CCL 27. 99 (PL 32). A sua própria busca dolorosa só encontrará saída na conversão ao Deus vivo. Porque «o mistério da iniquidade» (2 Ts 2, 7) só se esclarece à luz do «mistério da piedade» (Cf. 1 Tm 3, 16.). A revelação do amor divino em Cristo manifestou, ao mesmo tempo, a extensão do mal e a superabundância da graça (Cf. Rm 5, 20). Devemos, portanto, abordar a questão da origem do mal, fixando o olhar da nossa fé n’Aquele que é o seu único vencedor (

 Cf. Lc 11, 21-22: Jo 16, 11; 1 Jo 3, 8.).

Deste modo, que Deus nos ouça em oração quando a Ele nos dirigirmos para pedir  que nossos olhos não sejam vendados pela incerteza. Para Ele, que é um Deus bom e poderoso, tudo é possível. Não tenhamos medo quando um pedido nos for negado, uma dificuldade, aparentemente, não for vencida. Deus é benevolente, mesmo porque ” Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. No entanto, ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males da natureza – que aparecem como ligados aos limites próprios das criaturas–, e sobretudo à questão do mal moral. Donde vem o mal? «Quaerebam unde malum et non erat exitus  Procurava a origem do mal e não encontrava solução», diz Santo Agostinho (Santo Agostinho, Confissões 7, 7. 11: CCL 27. 99 (PL 32). A sua própria busca dolorosa só encontrará saída na conversão ao Deus vivo. Porque «o mistério da iniquidade» (2 Ts 2, 7) só se esclarece à luz do «mistério da piedade» (Cf. 1 Tm 3, 16.). A revelação do amor divino em Cristo manifestou, ao mesmo tempo, a extensão do mal e a superabundância da graça (Cf. Rm 5, 20). Devemos, portanto, abordar a questão da origem do mal, fixando o olhar da nossa fé n’Aquele que é o seu único vencedor (

 Cf. Lc 11, 21-22: Jo 16, 11; 1 Jo 3, 8.).

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