Apologética Católica

Estudo Bíblico – Início da Lição 5: Entrando na Terra Prometida


Estudo Biblico Católico

Em primeiro lugar, peço desculpas àqueles que por meses andaram a se perguntar: “E o curso bíblico, não vai continuar?” Com toda razão o fizeram e eu, com minhas desculpas, agora lhes informo que foi por conta de minha falta de disciplina e demasiado descontrole das minhas atividades, acabei por negligenciar meu compromisso de concluir essa tradução. Pois bem, são 2 da manhã agora. Com a ajuda de Deus, hei de chegar lá!

I. Resumo e Visão Geral

Esta lição é longa. Iremos do livro de Josué ao livro de Malaquias.

Não há necessidade de ler tudo em um só fôlego. Mas uma vez que a lição estiver concluída, teremos completado o Antigo Testamento. Teremos lido todos os livros do Antigo Testamento em seu contexto histórico e de acordo com a interpretação religiosa da Igreja Católica.

No final desta lição, vamos ter uma visão ampla de toda a história da salvação disse no Antigo Testamento. A partir daqui vamos estar prontos para uma compreensão mais profunda no Novo Testamento, o tema da próxima e última lição.

Antes de continuar a história da peregrinação de Israel à Terra Prometida, nós recapitularemos os objetivos deste curso para iniciantes:

Queremos dar um esboço, um guia básico para sua caminhada pela Bíblia. Não vamos verso por verso em cada livro. Mas se você estudar e analisar essas lições vai ter um bom conhecimento das questões-chave e das principais questões de cada livro, e um bom entendimento da história que narra a Bíblia desde da primeira à última página.

Para aproveitar estas lições, estude com sua bíblia aberta e procure todas as citações que mencionamos. Nós selecionamos e organizamos estas citações para mostrar como a Bíblia está ligada por certos temas e propósitos bem definidos, e elas nos ajudarão a saber como relacionar um livro com os outros. Apenas ao lerem as citações de cada estudo, terão lido uma parcela significativa das Escrituras.

Voltemos à história da nossa salvação.

O Cerco de Jericó

 II. Entrando na Terra Prometida

Josué em Jericó

Iniciaremos com a história de Josué, o sucessor que Moisés escolheu pessoalmente (cf. Dt 31, pessoalmente, 14-15. 23; 34, 9).

O livro de Josué é uma ponte entre o Pentateuco (o nome de todos os cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e outros livros do Antigo Testamento.

Sob a liderança de Josué, o Povo cruza o rio Jordão e conquista grande parte da Terra Prometida a Abraão, Moisés e os israelitas (cf. Gen. 17, 8; Ex 3. 8) em uma série de campanhas militares contra reis cananeus (cfr. Jos 1-12).

A batalha mais famosa no cerco de Jericó, não foi sequer uma batalha (Josué 6). Conheçamos sua história: durante seis dias os israelitas marcharam em torno da cidade, precedidos pela Arca da Aliança, que Deus ordenou a Moisés que fizesse em Sinai para acompanhar o povo em sua peregrinação (cf. Ex 25, 10, 21-22;. Num 10, 22; 14,44), carregada por sete sacerdotes. No sétimo dia, eles deram voltas ao redor da cidade sete vezes, depois soaram as trombetas, deram um grande grito e viram as muralhas se desintegraram.

A vitória foi um precedente para a conquista da Terra Prometida pelos israelitas: em cada fase, ganharam-se as batalhas não por poder militar, mas por meio de sacerdotes e pela religião.

Como os israelitas atravessaram o Mar Vermelho em terra seca, seguindo a coluna de fumaça, simbolizando a presença de Deus, Josué afastou as águas do Jordão e o Povo seguiu à Terra Prometida, precedidos pela arca da presença de Deus (cf. Ex 12-14; Jos. 3, 13-14).

Atravessaram o Jordão no mesmo mês em que tinham atravessado o Mar Vermelho (cf. Jos 3,15 ; 5:10) e, tabém como Moisés e no Êxdo, as circuncisões são realizadas a Páscoa é celebrada antes de atravessarem o rio (Jos 5).

A Arca da Aliança do Senhor é crucial para entender o caráter religioso da missão de Josué. E veremos que nos livros de Josué, Juízes, Reis e Crônicas, a Arca da Aliança é o símbolo da eleição final de Israel por Deus como Seu povo escolhido.

Dentro da Arca haviam sinais de aliança de Deus com Moisés, as Tábuas da Lei; a vara de Arão, e o Maná do deserto (He 9, 4). A Arca era o sinal da presença real de Deus com Israel, Sua morada.

É importante notar que, no livro de Josué, a Arca não é apenas o símbolo de uma divindade tribal ou nacional, como aqueles dos pagãos, mas um sinal de que o Senhor do Universo, o único Deus, quer viver com todo Seu povo. Josué diz: “Vós quereis um sinal de que o Senhor, o Deus vivo, é no meio de vós … A Arca? Aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão antes de vós “(cf. Jos. 3, 10-11).

Espinhos e Farpas remanescentes

Apesar das vitórias de Josué, Israel havia conquistado muito, mas não toda a Terra Prometida quando ele morreu (Jg 1, 27-36; 3, 1-6).

O fato de que toda a terra não fora conquistada terá suas consequências na história do povo de Deus.

Deus ordenou a Israel expulsar todos os habitantes de Canaã e destruir todos os ídolos (cf. Nm. 33, 50-52). Ficaram cananeus entre eles, e Deus os tinha admoestado – “serão para vós como espinhos em vossos olhos e espinhos em vosso lados, e eu vou tratá-lo da maneira pensado para tratá-los “(cf. Nm. 33, 55-56).

Às vezes, temos dificuldade em compreender por que Deus pode ordenar ou permitir que os israelitas fizesse uma guerra genocida contra os povos que habitam a Terra Prometida (cf. Deut. 20, 16- 17). Massacre, é claro, não é o caminho de Deus.

Na verdade, devemos entender essas ordens como concessões relutantes do Pai Divino, sua triste aceitação da fraqueza espiritual de Seu (povo) primogênito. Mais tarde, durante a monarquia de Davi e Salomão, e pela palavra dos profetas, o verdadeiro caráter Israel será revelado.

Sua missão é ser uma nação entre as nações como um sinal de providência e sabedoria de Deus, um povo enviado para ensinar e converter as nações ao caminho do Deus vivo. Deus sabia que seus filhos escolhidos não estavam espiritualmente e moralmente preparados para viverem entre idólatras pagãos, na terra do outro lado do Jordão. Eles nunca poderiam conviver entre os paganos sem sucumbir à idolatría (cfr. Dt 20,18).

 

 

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