Apologética Católica

Estudo Bíblico: Início da Lição 4!


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A Filha do Faraó Salva Moisés

Mas uma vez, caros amigos, tenham paciência comigo e perdoem meu atraso.  Tentarei adiantar o que está atrasado e nas próximas lições, serei mais breve, de modo que possa postar com mais assiduidade.

I. Revisão e Visão Geral

Um livro lido, 72 por ler!

Talvez você possa estar a se perguntar, se em apenas três lições vimos o primeiro livro da Bíblia, como é que vamos ser capazes de ler os outros 72 nas três lições que nos restam?

Lembre-se, estamos realizando um vôo de pássaro pelas Escrituras ao fazermos este curso. Queremos ensina-los os grandes temas que conectam os livros individuais da Bíblia entre si para converte-los, realmente, em “capítulos” de um único livro, a “Palavra de Deus”.

Nosso curso está estruturado em torno dos “ápices” da história da salvação: a aliança da criação com Adão; o dilúvio e a aliança com Noé; com Abraão; Moisés no Sinai, com David, e, finalmente, a Nova Aliança que Jesus inaugurou.

Se entendermos bem estas “cimeiras” seremos capazes de ver como cada livro da Bíblia é integrado em toda a Palavra de Deus.

É por isso que nós passamos tanto tempo estudando Gênesis, e pelo qual vamos tomar esta lição para falar sobre a experiência dos israelitas como contada em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Antes do começo seria bom rever as três primeiras lições. Talvez desta vez se fixe algo que não nos chamou a atenção na primeira leitura: temos escolhidos exemplos de toda a Bíblia para entender o que estamos lendo.

Vimos como várias histórias do Gênesis foram compreendidas e interpretadas em quase uma dúzia de livros do Antigo Testamento, em cada um dos Evangelhos, nas epístolas do Novo Testamento e no Livro de Apocalipse.

Não se esqueça de consultar a citações e referências que fazemos a outros livros da Bíblia. Primeiramente, isso lhes dará mais familiaridade com a Bíblia inteira. Mas em segundo lugar, e mais importante, isso aprofundará a sua compreensão, ajudando-os a ler o Antigo Testamento à luz do Novo e Novo à luz do Antigo.

Nesta lição, também, percebam esses tipos de conexões, especialmente no Livro do Êxodo, onde vamos encontrar imagens e idéias que se repetem uma ou outra vez no Antigo e no Novo Testamento: a figura de Moisés, a idéia do “Cordeiro de Deus”, a Páscoa e muito mais.

A História até este ponto

Como um breve resumo, isso é o que vimos até agora:

Deus criou o mundo do nada, e criou o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” como seus filhos, para terem domínio sobre o Seu reino celestial na Terra. Deus fez uma aliança com eles, prometendo-lhes derramar suas bênçãos sobre eles, e através deles, sobre o mundo todo.

Mas Adão e Eva romperam a aliança, o que indeferiu o seu direito real de primogênitos de Deus. Cresceram em exílio do santuário do jardim original, seus filhos encheram o mundo com sangue e todo tipo de males.

Então Deus realmente criou o mundo de novo, destruindo o mal e salvando apenas os justos em um grande dilúvio.

Ele começou Sua família novamente com a família de Noé. Mas Noé também caiu, e o mundo se encheu de distúrbios. O esforço das nações para construir uma torre para alcançar o Céu, para trazer glória a seus próprios nomes, não ao nome de Deus, ilustra seu desvio.

De Babel, Deus espalhou as nações para os quatro pontos cardeais da Terra, dividindo a família humana por uma multitude de línguas e culturas, confundindo sua fala e incapacitando que se entendessem e trabalhassem em coordenação.

Mais uma vez Deus suscita um justo, por quem espera restaurar a família de Deus, o que tem sido sua intenção desde o início.

Realiza uma aliança com Abraão e promete uma descendência que durará para sempre, pela qual Deus abençoa todas as famílias e nações do mundo.

Ao final de Gênesis, a descendência de Abraão é grande, consiste em doze tribos, cada uma dirigida por um filho de Jacó, que era filho de Isaac, filho de Abraão.

Por conta de vários pormenores, o povo eleito de Deus, os filhos de Abraão, agora identificados como filhos de Israel (o novo nome dado por Deus a Jacó) se encontram no Egito.

Nesta lição, vamos ver como família de Deus cresceu de uma rede de líderes patriarcas tribais para se tornar uma nação completa, sob a liderança de um salvador e legislador atribuído por Deus, Moisés.

II. Do Egito chamei meu filho

Moisés e Jesus

O início do livro do Êxodo deve lembrá-lo de algo. Que outra figura na Bíblia que nasceu sob a ameaça de morte por um tirano que decretou a morte de todas as crianças do sexo masculino?

Na história de Natividade sabemos que Herodes enviou tropas para Belém para matar todas os bebês e infantes Hebreus (cfr. Mt 2,16).

Em Êxodo, o Faraó tem um plano mais insidioso para alcançar o infanticídio: ele ordena que as parteiras do Egito matem todas as crianças do sexo masculino que nascerem (Ex 1, 15-16).

Moses, aliás, é salvo por uma “arca” (a palavra literal traduzida como “cesta de
junco” em Ex 2, 3; na verdade, é a mesma palavra usada para a arca de Noé, em Gênesis 6,14).

A criança Moisés e o menino Jesus são salvos pelos esforços dos membros da sua família, Moisés pela sua mãe e irmã (Ex 2, 1-10) Jesus por sua mãe e seu pai (Mt 2, 13-15; Ex 2, 5-10). E os dois permanecem no exílio por um tempo, de volta apenas quando estão mortos aqueles que queriam matá-los (Mt Ex 2,20 e 4,19).

Há muitos paralelos entre Jesus e Moisés. Por exemplo, Jesus jejuou durante 40 dias e noites em deserto como fez Moisés (Mt 4,1 e Ex 34,28); e como Moisés, Jesus sobe uma colina e dá uma lei de aliança a seu povo (cf. Mt 5-7; Dt 5,1-21.).

Moisés é o protótipo de todos os homens de Deus mencionados na Bíblia. Os evangelistas, especialmente São Mateus, apresentam Jesus como um “novo Moisés”, um novo líder e Rei, salvador e redentor, professor, profeta e taumaturgo padecente.

E a história de Moisés, especialmente os elementos da Páscoa dos judeus, dividindo o mar, a peregrinação no deserto, e o pão de cada dia do céu, tem um significado muito profundo para os Católicos quando lemos a Bíblia.

O Filho Primogênito de Deus

Moisés é chamado por Deus para libertar os israelitas da escravidão no Egito.
O que motiva a ação de Deus? Ele agiu “lembrando-se da aliança que fizera com Abraão, Isaac e Jacó “(cf. Ex 2,24; Sl 105, 8-11.). É por isso que repetidamente identificada antes de Moisés como “o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó” (cf. Ex 3, 6, 13, 15 , 6, 2-8).

Deus tinha advertido Abraão em um sonho que seu povo seria escravizado e oprimidos durante 400 anos, mas que Deus os livraria (Gn 15, 13-15). Neste ponto da história, os israelitas se encontram.

No Egito por 430 anos, nos primeiros 30 anos como convidado con privilégios por ser parente do primeiro-ministro do Faraó, José, e os demais, como escravos (cf. Ex. 12,40).

Era chegada a hora de cumprir sua promessa a Abraão, tornar seus descendentes uma grande nação e dar-lhes uma terra natal, bela e abundante (Gn 28,13-15).

Deus ordena a Moisés para dizer ao Faraó que “Israel é meu filho, meu primogênito” (Ex 4,22; Sir 36,11).

Mais uma vez Deus quer estabelecer sua santa família. Isto é evidente quando ele diz a Moisés: “Os tomarei como meu povo, e eu serei o seu Deus “(Êxodo 6, 7). Isso antecipa a vontade aliança quer faria com eles no Sinai (Ex 19, 5).

Olhe para o perfil de Deus em Êxodo, o que Ele diz e não diz. Ele não é um Criador separado ou distante.

Em Êxodo, Deus realmente se revela como o Pai divino de Israel (cf. Deut. 32, 6). salva o seus filhos (cf. Ex. 12, 29-31), os vê (cf. Ex. 12, 35-36), os guia (cf. Ex. 13, 21-22), os alimenta (cfr. Ex 16, 1-17, 7), os protege (cf. Ex 14, 10-29; 17, 8-16), os ensina (cf. Ex 20, 1-17; 21, 1-23, 33). e habita entre eles (cf. Ex 25: 8; 40, 34-38). Em suma, é um Pai para eles (cf. Oséias 11, 1.).

Ele não é apenas um Pai para Israel. Israel é seu filho primogênito, mas não único. Deus é Deus de todas as nações e quer ser o Pai das outras nações também. Mas Israel é o primogênito, o seu orgulho e alegria. Israel é chamado (levado) para o Egito para mostrar as nações como viver como filhos de Deus.

Israel, e seu líder devem ser justos antes que possam pregar a justiça para outras nações. Isto é o que acontece nessa estranha cena antes do encontro com Faraó, quando Deus diz “Quis matar Moisés” (Ex 4, 24-26).

Deus está sério sobre Sua aliança, e ninguém pode ser isento de seus requisitos. Moisés estava violando a aliança de Deus com Abraão. Seu filho, Gerson, não havia sido circuncidado como Deus ordenou (cf. Gn. 17, 9-14). a mulher de Moisés, Zípora, decide a questão e faz a circuncisão, para salvar a vida de Moisés.

À Continuação: As pragas do Faraó

Pax Dominus Iesus!

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